O faturamento do mercado brasileiro de cartões de crédito deverá atingir R$ 6,6 bilhões em maio, o maior do ano até agora. Isto significa um crescimento de 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado e de 5,8% maior que abril. O Dia das Mães e as promoções que o comércio costuma fazer nesta época incentivaram a expansão das vendas.
As administradoras de cartões de crédito deverão encerrar o mês com 85 milhões de transações, mesma quantidade registrada no mês anterior. Prova disso é que a emissão de cartões aumenta continuamente. Em abril, havia 40,7 milhões de unidades em circulação no País e hoje são 41,3 milhões para uma compra média de R$ 78,00. Esse é o resultado do estudo Indicadores do Mercado Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento divulgado por Fernando Chacon, vice-presidente de marketing da Credicard.
Segundo a pesquisa, o faturamento acumulado no mercado de cartões de crédito nos primeiros cinco meses de 2003 será de R$ 32 bilhões, o que significa uma expansão de 21,6% sobre o mesmo período do ano anterior. Esse montante refere-se a 422 milhões de transações e a uma compra média de R$ 76,00.
O Paraná, de acordo com a Credicard, movimentou ano passado R$ 1,5 bilhão, o equivalente a 2,2% do faturamento nacional que foi de R$ 69,2 bilhões. Atualmente, o Estado possui 3,1% dos cartões em circulação no País. Ano passado, o Paraná registrou um crescimento de 51% na emissão de unidades em relação a 2001.
A gerente de uma das lojas do Boticário em Londrina, Sandra Pagini Lima, afirma que 40% das vendas em seu estabelecimento são pagas com cartão de crédito. Praticidade e segurança são as principais vantagens dessa forma de pagamento, diz ela. ''Uso o cartão para quase tudo porque ele poupa tempo. O único problema é a taxa de juros que ainda é muito alta'', opinou. O agricultor Paulo Dorigan e sua esposa Rosilda são da mesma opinião. Para eles, compensa mais usar o cartão do que o cheque e a solução para escapar do juro é pagar as contas na data do vencimento.
Na opinião da manicure Fátima Cravo, o profissional autônomo tem mais dificuldade para quitar suas dívidas com o cartão. ''Eu fiz uso dele durante muito tempo e só o abandonei porque perdi o emprego. Mas, no futuro, pretendo tê-lo novamente'', disse a consumidora, que ainda deve à administradora. O juro alto levou a secretária Evelyn Franco de Carvalho a reduzir o uso do cartão. Ela diz que, hoje, só usa cartão para contas de restaurante e abastecimento do carro. ''Ainda não o aposentei porque pode aparecer alguma emergência'', explicou.

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