Cresce mercado de aquecimento a gás
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terça-feira, 16 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Fábricas projetam expansão de pelo menos 10% nas vendas até o final do ano, puxadas pelo uso doméstico
A maior oferta de gás natural e a conscientização dos consumidores vão provocar uma grande mudança no mercado de aquecimento de água residencial nos próximos anos. É o que acreditam os fabricantes de artefatos de aquecimento a gás. O crescimento desse mercado em 2000 deve ficar próximo a 10% do atual mercado.
A unidade de Campina Grande do Sul da fábrica Orbis do Brasil, instalada no município de Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), está projetando um crescimento nas vendas da empresa entre 30% e 40% para este ano. No primeiro trimestre de 2000 essa meta foi alcançada. O governo incentiva o uso de gás por uma série de fatores e o crescimento da oferta previsto para este ano é suficiente para atender a maior demanda, afirma o gerente comercial da Orbis, Ayrton Zanon Junior.
Até o início da década, cerca de 95% das residências brasileiras tinham chuveiro elétrico. Foi então que o governo federal começou a incentivar a diversificação de fontes energéticas para gerar economia da energia elétrica, diz. A substituição da eletricidade pelo gás também é econômica para o consumidor. Em alguns casos, um banho pode ser até 40% mais barato com aquecimento a gás em relação ao chuveiro elétrico. Além disso, existe um conforto muito maior e mais segurança, opina Zanon.
A Orbis está instalada na Região Metropolitana de Curitiba desde 1996. É a única unidade da multinacional no Brasil para fabricação de artefatos a gás. A empresa investiu U$ 3 milhões na fábrica local para o desenvolvimento de dois novos produtos. Um aquecedor de água compacto e um aquecedor de ambientes.
Com os investimentos no gasoduto BrasilBolívia, o governo federal pretendia priorizar o fornecimento de energia natural a empresas. Mas o excedente da oferta será dirigido para o consumo residencial. A Compagás, responsável pela distribuição do gás natural no Paraná, tem um cronograma para início do fornecimento dessa matriz energética a domicílios a partir de 2001.
Atualmente, o gás representa apenas 2% da energia consumida no País. A expectativa é que ele chegue a 12% nos próximos cinco anos. Além de conquistar nosso principal mercado, que é o sul do País, esperamos crescer também em São Paulo, onde se prevê a absorção de metade da capacidade total do gasoduto, lembra o gerente comercial da empresa.
O Brasil é um dos poucos países do mundo com predominância de chuveiros elétricos. Inventados na década de 40, eles se popularizaram pela praticidade e aquecimento instantâneo da água. Também se tornaram um dos principais responsáveis pelo consumo de energia domiciliar.


