A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) reuniu ontem dez empresas públicas e 24 micro e pequenos empresários na 2ª Rodada de Negócios do Programa Compra Londrina, desenvolvido em parceria com o Sebrae e o Observatório de Gestão Pública. O número de participantes representa quase o dobro da primeira edição, em outubro de 2013, que contou com seis compradores e 12 fornecedores. O objetivo é incentivar a participação das empresas locais em licitações promovidas pelos órgãos públicos.
Para a analista de negócios da Acil, Valéria Furlan, a maior adesão mostra uma mudança de mentalidade tanto dos fornecedores quanto das empresas públicas, desmistificando a licitação para os empresários locais. "Temos casos de empresas que já fizeram vendas (para clientes públicos) e estão, inclusive, em busca de novos produtos para atender outras demandas desse mercado", conta a analista, destacando que Londrina tem 63 empresas públicas, entre municipais, estaduais e federais.
Tiago Lanssoni, da CBF Ferramentas, participou da rodada de negócios em busca de contato com os compradores. "A gente considerava o procedimento complexo, mas, depois de passar por capacitações na Acil, notei que também há interesse dos compradores", diz ele, que está capacitado para fornecer, além de ferramentas, materiais elétricos e de jardinagem.
Mauro Perdigão, representante da Retífica Tietê, já é um especialista em licitações, com fornecimento de peças veiculares para órgãos públicos do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. No entanto, nenhum ainda em Londrina. Na opinião dele, há falta de divulgação dos editais na cidade. "Quando a gente fica sabendo já terminou o prazo", reclama. Quanto ao receio dos empresários em participar das concorrências públicas e demorar para receber pelo serviço, Perdigão diz que os órgãos públicos têm cumprido os acordos.
Lyz Dayane Paludetto, da Assessoria de Modernização Administrativa da Prefeitura de Londrina, diz que ampliar o rol de fornecedores locais também é interesse da administração, porque além de fazer girar a economia da cidade, também eliminaria problemas das secretarias, como prazos para conseguir cotações e para entrega dos produtos. A prefeitura compareceu à rodada com sete representantes.
Gabriel Polita, administrador da Infraero em Londrina, diz que tem dificuldades em contratar empresas locais, mas espera despertar o interesse dos empresários. Segundo ele, peças para veículos e até fornecimento de lanches poderiam ser contratados de empresas daqui. "Mesmo porque, uma empresa de fora acaba subcontratando outra daqui", revela.

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