Até o final do ano, a empresa Móveis Brasília abre mais três filiais na região. No total, serão sete novas lojas somente em 2012; duas delas em Londrina. Segundo o diretor comercial Fernando Moraes, ao todo, 80 vagas de empregos já foram abertas. ''Cinquenta estão em treinamento ou já trabalhando desde abril'', enumerou. A abertura de vagas, conforme ele, foi resultado da ascensão e poder aquisitivo da classe C, público alvo da empresa. ''Como aumentamos nosso depósito para receber mais mercadorias, tivemos de abrir mais lojas e, consequentemente, mais empregos.''
Novas vagas de emprego fora da temporada ou, pelo menos, a intenção de abertura delas, pode ser estendida ao restante do País, conforme dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgados ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre os dados da pesquisa, a intenção de abertura de novas vagas aumentou 0,5% na passagem de maio para junho, para 129,5 pontos. Na comparação com junho de 2011, a alta foi de 4,7%. ''Aumentou a intenção de contratar no comércio. É até um contraste, enquanto a indústria está demitindo, o comércio está contratando'', avaliou João Felipe Araújo, economista da CNC.
Para Renato Pianowski, consultor de assuntos econômicos da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o comércio apresenta uma situação vantajosa em relação a outros setores em crise porque aprendeu a se ''reinventar''. ''Já que não há redução da carga tributária para estimular o consumo, assim como vemos no setor automobilístico e produtos da linha branca, o comércio tem de ser criativo por natureza.'' Para isso, vale abrir mão da produção nacional e comprar produtos de outros países. ''É só entrar em uma grande loja de confecção e constatar que quase tudo à venda é produzido na China, Peru e outros países cuja tributação é menor'', comentou.
E, de acordo com o consultor, além da urgência redução dos impostos, o comércio de rua poderia ser ainda melhor, caso houvesse maior flexibilidade de horário de funcionamento, por exemplo. ''Há a concorrência direta dos shoppings e grandes redes de mercado. Portanto, o comércio precisa sempre estar atento, lançando mais datas comemorativas e liquidações. Não é à toa que já estamos vendo várias promoções de inverno muito antes do tradicional. Se não vender para o consumidor usar agora, terá de vender a preço de banana para usar somente o ano que vem'', finalizou Pianowski, reiterando que produtos cuja tributação foi reduzida, como o ICMS sobre os medicamentos, arrecadaram o dobro pelo aumento do consumo. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Cresce intenção de vagas no comércio
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