Os cotistas de consórcio de automóveis estão passando por uma situação difícil em razão do aumento médio de 10% no preço dos carros novos, já anunciado pelas montadoras, e da expectativa de nova alta, se não houver renovação do acordo das montadoras com o governo de redução do IPI. Os carros podem subir até 25%, segundo projeções.
A dificuldade é que o valor da prestação do consorciado sobe na mesma proporção do preço de tabela do carro, sugerido pelas montadoras. Muitos cotistas terão dificuldades para arcar com a nova prestação, o que amplia ainda mais o risco de inadimplência no setor.
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Administradores de Consórcios (Abac), Eriodes Battistella, a inadimplência dos cotistas já contemplados, que historicamente ficava em torno de 6%, vem aumentando desde outubro e já está em cerca de 9%. O porcentual de consorciados ainda não contemplados que saem do sistema aumentou de 10% para 12%, o que acaba prejudicando o grupo. Nesse caso, a sugestão de Battistella para quem estiver impossibilitado de arcar com o aumento é que negocie com a administradora mudança na carta de crédito para a aquisição de um carro de valor mais baixo que o do modelo inicialmente acertado.

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