Brasília - A inadimplência no comércio do País atingiu 13% em março, a mais alta dos três primeiros meses deste ano. Os dados foram apresentados ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil, empresa que registra as transações comerciais feitas a crédito. Desde o mês passado, a SPC Brasil iniciou a estratégia de apurar e divulgar, a cada dez dias, os números sobre consultas ao seu banco de dados, inclusões por inadimplência e exclusões do sistema.
Em março, foram realizados 12,959 milhões de consultas ao SPC, sendo incluído 1,769 milhão de pessoas físicas e jurídicas como inadimplentes, ou seja, 13% do total de consultas do mês. No final de fevereiro, o porcentual verificado foi de 8,4%, resultado de 751,2 mil inclusões de um total de 8,919 milhões de consultas. Em janeiro, dos 9, 144 milhões consultas, houve 802,4 mil inclusões, ou seja, um nível de inadimplência de 8,7%.
Os números referentes aos primeiros 20 dias de março, referência da primeira divulgação da SPC Brasil, já apontavam para a alta da inadimplência. A avaliação do presidente da empresa, Edson Monteiro, naquele momento, era de que o quadro era compatível com o que acontece tradicionalmente na economia no primeiro trimestre do ano. É nessa época que as pessoas e empresas têm maior volume de dívidas a pagar, como impostos, gastos com educação e férias.
Com a decisão de divulgar esses dados a cada dez dias, a SPC Brasil espera contribuir para a melhoria da informação sobre crédito que circula no País. Dessa forma, os lojistas poderão se sentir mais seguros na hora de fixar os juros que serão cobrados nas operações de venda a prazo. Para a SPC, com a regularidade na divulgação das informações, esse instrumento também poderá servir de parâmetro para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em suas reuniões mensais que definem a taxa básica de juros (Selic) da economia.
O banco de dados da SPC contém 140 milhões de cadastros de pessoas físicas (CPFs) e 16 milhões de cadastros de pessoas jurídicas, e por ele trafegam em média 13 milhões de consultas todos os meses. O sistema é acessado diretamente por 1,2 milhão de operadores, que representam 500 mil empresas em todo o País.

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