Cresce inadimplência e a emissão de cheque sem fundos em Curitiba
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O comércio está amargando a pior taxa de inadimplência registrada no mês de outubro dos últimos três anos. A taxa de maus pagadores atingiu 3,74%, índice superior aos registrados em outubro/99 que foi de 2,40% e em outubro/98 que foi de 3,54%. Para agravar a situação, o volume de cheques sem fundo aumentou 28,46% no mesmo período. Apesar disso, a Associação Comercial do Paraná comemora o aumento nas vendas registrado em outubro, impulsionado pelo Dia das Crianças.
O vice-presidente da ACP, Elcio Ribeiro, atribuiu os índices negativos no comércio ao aumento das tarifas públicas e constantes reajustes nos preços dos combustíveis, que desequilibraram os orçamentos familiares. Em função desses reajustes constantes ao longo do ano, que reduzem o poder de compra dos consumidores, o comércio depende de datas comemorativas como o Dia das Crianças, das Mães, Natal e outras, para recuperar as vendas, admitiu Ribeiro. O número de consultas ao SPC, que dá uma amostra das vendas realizadas no comércio, aumentou 16,67% em outubro.
No Videocheque a situação ainda se mantém preocupante, segundo o diretor da ACP. As consultas de pessoas registradas no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) por emissão de cheque sem fundos e mesmo assim tentam fazer compras no comércio caíram 2,74%. Os registros negativos atingem 33 mil pessoas em Curitiba e região metropolitana, o que ainda preocupa o comércio, disse Ribeiro.
Mas no acumulado dos últimos 10 meses, a taxa de inadimplência de Curitiba e RMC soma 2,38%, contra 4,73% registrada no mesmo período do ano passado. Ribeiro acredita que a taxa deve manter trajetória de queda, com a entrada dos recursos do 13º salário na economia, quando os consumidores costumam colocar suas contas em dia para fazer novas compras por ocasião do Natal. Mas esse acerto depende bastante do governo em relação aos reajustes no preço dos combustíveis que está por vir, ressalvou o empresário.
Em compensação, estão crescendo as compras através de cartões, que representam o pagamento à vista. No mês de outubro foram realizadas 148 mil operações, que movimentaram R$ 6 milhões. Esse volume superou as operações realizadas em dezembro do ano passaram que totalizaram 145 mil. A projeção para dezembro desse ano é que sejam realizadas 200 mil operações que deverão movimentar cerca de R$ 8 milhões em compras realizadas com cartões.
A expectativa é que os consumidores consumam entre R$ 35,00 e R$ 50,00, em média, por pessoa nas compras de final de ano, o que representa um aumento de 5% em relação ao desembolso médio feito no ano passado.


