Curitiba - A taxa de desemprego, em maio, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficou em 10,2%. O índice subiu 0,6% em relação a abril, quando se registrou uma taxa de 9,6%, mas ficou abaixo da média nacional, que foi de 12,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (Ipardes) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.
A Grande Curitiba ficou com a quinta maior taxa de desemprego, em comparação com outras regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, empatada com a de Porto Alegre (10,2%). A Região Metropolitana de Salvador apresentou a maior taxa (17,3%), seguida de Recife (15,1%), São Paulo (14,6%) e Belo Horizonte (11,0%). O Rio de Janeiro apresentou a menor taxa de desemprego (9,8%).
A estimativa do Ipardes é de que 137 mil estejam fora do mercado de trabalho na Grande Curitiba. Do total de pessoas desocupadas, 53,4% eram mulheres e 46,6% homens. Comparativamente ao mês de abril, houve aumento de 8,6% e 4,9% no número de pessoas desocupadas do sexo feminino e masculino, respectivamente.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) estima que a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba seja bem superior cerca de 16% , o que corresponderia a aproximadamente 210 mil desempregados.
Segundo a pesquisa do Ipardes, o número de pessoas ocupadas em maio ficou em 1,208 milhão de pessoas, taxa superior em 0,6% comparativamente ao mês de abril, que foi de 1,201 milhão. Os setores que mais empregaram foram comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (6,3%), serviços domésticos (4,9%) e outros serviços (2,1%). Apresentaram queda no número de pessoas ocupadas os segmentos da construção civil (-7,4%), administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (-3,0%), outras atividades (-5,6%).
O número de empregados com registro em carteira cresceu 3,7%, mas o rendimento médio real efetivamente recebido em abril de 2003 pelas pessoas ocupadas, foi de R$ 783,28, valor 2,8% inferior ao de março (R$ 805,45).

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