Cresce desemprego em Curitiba, diz Dieese
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sexta-feira, 14 de março de 1997
Carmem Murara, Sucursal de Curitiba 
Albari RosaÀ procura de vagaRossana Siminelli: Na região, 123 mil pessoas estão sem empregoO número de desempregados da Região Metropolitana de Curitiba apresentou um crescimento de 11,7% para 12,1% no mês de janeiro em relação a dezembro do ano passado. O levantamento foi divulgado ontem pelo Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Ao todo são 123 mil pessoas que estão sem empregos na região. Quatro mil postos de trabalho foram fechados.
O aumento na taxa de desemprego foi puxado pelos setores da construção civil e do trabalho doméstico, que superaram as ocupações criadas no comércio e nos serviços. Tanto a construção civil como os serviços domésticos foram responsáveis pela demissão de 3 mil pessoas em janeiro, cada um.
Em contrapartida, os setores industrial e do comércio se mantiveram estáveis, o que é considerado um fator positivo pelos técnicos que elaboram a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese e Ipardes. O emprego na indústria e no comércio representa uma estabilidade maior na economia. Esses setores pagam melhor e empregam mais pessoas, afirmou a coordenadora da pesquisa Rossana Siminelli.
Segundo Rossana, o aumento de trabalhadores no setor do comércio foi verificado nos segmentos relacionados à educação e à saúde. As demissões ficaram por conta da área de transporte e serviços especializados.
Em Curitiba, a taxa de desemprego teve uma variação menor que a dos demais municípios. O crescimento foi de 0,2 ponto percentual. De 10,5% em dezembro, o desemprego foi para 10,7%.
Os números da pesquisa mostram ainda que o desemprego foi mais acentuado entre as pessoas que exercem a função de chefe de família. Desde setembro do ano passado, havia uma tendência de aumento de emprego para as pessoas que sustentam uma família. Mas em janeiro, o desemprego elevou-se em 6,1%. Para as pessoas com experiência anterior de trabalho, o aumento da taxa de desemprego foi de 4%. A mesma taxa se manteve estável para as pessoas sem experiência profissional.
SalárioA pesquisa revela ainda que houve uma queda no rendimento das pessoas que estão no topo da pirâmide dos assalariados. Os 10% mais ricos tiveram uma redução de 4,2% nos salários, enquanto os 10% mais pobres ganharam um aumento real de 3,7%.
O rendimento médio dos ocupados se manteve praticamente estável. A média salarial de um trabalhador assalariado estava em R$ 700, em novembro, e passou para R$ 699, em dezembro.


