O número de contribuintes da Previdência em qualquer trabalho cresceu 5,3% de 2003 para 2004, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Segundo o IBGE, o aumento do emprego com carteira assinada, que concentra a maioria dos contribuintes da previdência, ajudou para a elevação, que superou todas as ocorridas desde o início da década de 1990.
Em 2004, a proporção de contribuintes da Previdência em qualquer trabalho na população ocupada estava em 46,5%. As atividades que apresentaram as maiores proporções de contribuintes foram as de administração pública (84,5%) e educação, saúde e serviços sociais (83%). Os menores percentuais ficaram com as atividades agrícolas (11,4%), serviços domésticos (28,1%) e construção (29%).
O número de pessoas ocupadas sindicalizadas cresceu 5,1% de 2003 para 2004. O nível de sindicalização da população ocupada passou de 17,7% para 18%, o percentual mais alto para este indicador desde 1992.
A sindicalização foi maior no grupamento de outras atividades industriais (36,5%) e educação, saúde e serviços sociais (30%). No outro extremo, a proporção de pessoas sindicalizadas ficou em 1,5% no grupamento dos serviços domésticos e em 7,2% no da construção.
Idosos - A população brasileira está envelhecendo. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgados pelo IBGE mostram que o percentual de pessoas com 60 anos ou mais de idade passou de 6,4% em 1981 para 9,8% em 2004. O aumento da expectativa de vida e a menor taxa de fecundidade da mulher brasileira mostram um cenário de redução no número de jovens. As pessoas com até 24 anos representavam 58,2% da população em 1981. Em 2004, este percentual havia caído para 46%.
A pesquisa apresenta uma proporção de seis idosos para cada cinco crianças menores de cinco anos. Ao relacionar o número de pessoas de 60 anos ou mais de idade com grupos de cem crianças de menos de cinco anos, nota-se que os idosos representavam 48,3% em 1981 e alcançaram 120,1% em 2004.
Também aumentou o número de pessoas que moram sozinhas no país. De 1999 a 2004, o percentual de domicílios com um único morador passou de 8,9% para 10,5%. A pesquisa não define o perfil destes moradores, que podem ser tanto idosos ou jovens que optam por manter sua própria moradia.
Em 2004, a taxa de fecundidade do país era de 2,1 nascimentos por mulher. A região Norte apresentou a taxa mais alta (2,8) e a região Sul, a mais baixa (1,9). O número de homens superava o de mulheres somente na população com até 19 anos de idade. No total da população do país, a parcela feminina representava 51,3% e no contingente de 60 anos ou mais, 56%. (J.L.)

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