Curitiba - A greve dos bancários, que começou na última terça-feira, teve mais adesão ontem em Curitiba e no interior do Estado. O número de agências fechadas na Capital e Região Metropolitana passou de 212 na terça-feira para 252 ontem ou quase metade do total (49,50%), além de 13 centros administrativos. Em Curitiba, ontem, todas as 134 agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estavam fechadas na Capital.
O número de bancários de braços cruzados também aumentou de 12,5 mil em Curitiba para 13,5 mil ou 75% da categoria. No Estado todo, ontem eram 466 agências fechadas contra 366 na terça-feira e 17,2 mil bancários em greve, o que representa uma adesão de 55,80% da categoria. No Paraná, há um total de 1.537 agências.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, disse ontem que é natural que aumente a adesão ao movimento. ''Com o recado que os bancários deram (com a greve), esperamos que tenha uma retomada das negociações com a Febraban'', disse. Até o fechamento desta edição, a federação não tinha nenhum novo posicionamento oficial sobre a paralisação.
Em Londrina e região, o número de agências fechadas passou de 50 na terça-feira para 67. Além disso, havia agências fechadas nas regiões de Apucarana (23), Campo Mourão (13), Cornélio Procópio (22), Guarapuava (20), Paranavaí (18) e Umuarama (51). Arapoti deve entrar na greve hoje.
No final da tarde de ontem, a categoria fez uma assembleia em Curitiba apenas para avaliar o movimento e traçar novas estratégias, sem caráter deliberativo. Entre as principais reivindicações da categoria estão 10,25% de aumento, piso salarial de R$ 2.416,38, Participação nos Lucros e Resultados de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, plano de cargos e salários, elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13 cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Os bancários também querem mais contratações, proteção contra demissões imotivadas, fim da rotatividade e das metas abusivas, combate ao assédio moral e mais segurança.
A proposta da federação prevê reajuste salarial de 6% que corrigirá salários, pisos, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pela proposta, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa passará para R$ 2.014,38 para jornada de seis horas. Estão previstos ainda reajuste do auxílio refeição que sobe para R$ 20,97 por dia, a cesta alimentação passa para R$ 359,42 por mês, além da 13 cesta no mesmo valor e auxílio creche mensal de R$ 301,94 por filho, até 6 anos. Com alguns benefícios diretos, o caixa receberia R$ 3,5 mil por mês, sem incluir planos de saúde, vale transporte ou PLR.

Imagem ilustrativa da imagem Cresce adesão de bancários no segundo dia de greve
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