Cresce adesão ao vazio sanitário da soja
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Mariana Fabre <br> <br> Reportagem Local 
O sojicultor paranaense está mais consciente sobre a importância de respeitar o período de vazio sanitário da cultura. É o que aponta um levantamento realizado pela Divisão de Sanidade Vegetal da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A pesquisa também constatou que as baixas temperaturas registradas neste inverno contribuíram para a eliminação de plantas remanescentes de soja.
De acordo com a engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, da Divisão de Sanidade Vegetal da Seab, os produtores já assimilaram a ideia de que a medida de controle é de interesse próprio. Instituído em 2007, o vazio sanitário tem o objetivo de controlar o fungo causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar prejuízos econômicos de grande proporção ao agricultor. No período de 15 de junho a 15 de setembro, fica proibido qualquer plantio de soja, nem mesmo plantas remanescentes ou voluntárias no Paraná. ''Observamos nitidamente que a consciência dos produtores cresce a cada ano'', avalia.
Segundo Maria Celeste, neste ano, até 14 de junho, dia que antecedeu o início do vazio sanitário, os fiscais da Defesa Sanitária Vegetal encontraram plantas de soja remanescentes da safra 2010/11 que somaram uma área aproximada de 3.735 hectares. Como consequência, foram emitidas 124 notificações aos produtores para que tomassem providências. No final do período, o total de área com soja remanescente foi reduzido para 1.030 hectares, tendo sido lavradas 47 autuações.
A agrônoma explica que os sojicultores que não eliminam as plantas descumprem a Lei de Defesa Sanitária, em vigor desde 1987 no Estado. ''Eles possuem 15 dias para apresentar defesa e solucionar o problema'', explica Maria Celeste. Segundo ela, após o julgamento, o sojicultor pode receber advertência, multas e até mesmo, em caso de contínua reincidência, sofrer interdição da propriedade e veto ao crédito rural. ''Mas a ideia não é punir, e sim conscientizar sobre o benefício da medida'', ressalta a agrônoma.
Mercado
Segundo a Seab, o Paraná é o segundo maior produtor de soja do País, com área plantada de 4,48 milhões de hectares na safra passada, que resultou em uma produção recorde de 15,31 milhões de toneladas. De acordo com a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, Margorete Demarchi, apesar de os produtores paranaenses não terem tradição de realizar venda antecipada de soja, o percentual que adere à prática deve crescer pelo segundo ano consecutivo.


