Cresce a oferta de serviços bancários em correspondentes
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sexta-feira, 15 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os bancos de varejo do País começam a investir mais agressivamente na popularização dos serviços, por meio de correspondentes bancários. O gigante Bradesco, por exemplo, começa a operar o banco postal (em agências dos Correios) no fim deste mês. O Real ABN Amro também divulgou nos últimos dias parceria com a rede de farmácias Pague Menos para pagamento de transações bancárias. Já o HSBC contratou José Tosi, que era o principal executivo da financeira Fininvest, do Unibanco, para criar produtos de crédito voltados para as classes C e D.
A Caixa Econômica Federal, que conta com a forte estrutura das casas lotéricas, também planeja ter presença em todos os municípios do Brasil até maio (hoje a Caixa está em 4.000 cidades). O objetivo é instalar correspondentes bancários em padarias, lojas e mercearias do País.
O investimento do projeto será de R$ 40 milhões, mas a estratégia, neste caso, é focada no social, diz o superintendente nacional de canais alternativos da Caixa, Mário Haag. Queremos oferecer serviços aos 25 milhões de brasileiros que não têm conta em banco, disse.
O Real ABN Amro preferiu restringir a aliança com a rede de farmácias, inicialmente, apenas ao pagamento e recebimento de contas, segundo o diretor de cash management, Fernando Vallada. Somente depois é que vamos avaliar se vale a pena oferecer produtos do ABN, disse.
Na opinião de Matias, o Santander também deve entrar nesse nicho. O Itaú ainda não divulgou nenhum projeto, mas analisa possibilidades.


