São Paulo - A ociosidade tem aumentado na indústria brasileira nos últimos anos, apesar do crescimento das exportações. A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que em 2003 o setor utilizou, em média, 71% da sua capacidade instalada, contra 72% em 2002 e 73% em 2001.
No mesmo período, houve expansão na participação das exportações no faturamento das indústria. Em 2003, a participação média das vendas externas no faturamento das empresas foi de 13,3%, maior do que em 2002 (12,2%) e 2001 (11,3%).
Para a CNI, o aumento da ociosidade industrial é resultado do enfraquecimento da demanda interna, que perdura desde 2001. Segundo a confederação, o crescimento das exportações ''atenuou' o ritmo de queda da produção e a ociosidade do parque fabril, mas, ainda assim, a folga produtiva permanece alta. Ou seja, a indústria brasileira tem potencial para aumentar sua produtividade sem pressões de custos e de preços.
No seu levantamento, a confederação verificou ainda que a ociosidade na ''produção vem ocorrendo de maneira generalizada, atingindo empresas de porte e segmentos distintos''.
As pequenas e médias empresas vêm operando desde 2001 com o nível de aproveitamento do potencial de produção em média nove pontos percentuais inferior às grandes. Isso pode estar ocorrendo porque as grandes organizações voltaram parte significativa da produção para as exportações.
De acordo com dados da CNI, em 2003 cerca de 22,5% do faturamento das grandes empresas foi proveniente das exportações. No caso das pequenas e médias, a participação das vendas externas no faturamento foi de apenas 8,1%.

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