Brasília - A média diária das importações brasileiras nas três primeiras semanas de agosto superou o ritmo de crescimento das exportações este mês. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária nas três primeiras semanas de agosto de 2004 foi de US$ 247,1 milhões, 39,1% acima da média de agosto de 2003, que foi de US$ 177,7 milhões. A média diária das exportações cresceu 34,9% ante agosto do ano passado. Até a segunda semana de agosto, o porcentual de crescimento das compras e das vendas externas era praticamente o mesmo.
Na terceira semana de agosto, a balança comercial apresentou exportações de US$ 2,056 bilhões e importações de US$ 1,314 bilhão, resultando em um superávit de US$ 742 milhões. No mês, as exportações totalizam US$ 6,168 bilhões e as importações, US$ 3,707 bilhões, com saldo de US$ 2,461 bilhões. Já o superávit acumulado no ano soma US$ 20,990 milhões, fruto de vendas externas totalizando US$ 58,466 bilhões e as compras, US$ 37,476 bilhões.
De acordo com o MDIC, as importações cresceram porque ampliaram-se os gastos com adubos e fertilizantes (128,1%), aeronaves e peças (114,4%), borracha e obras (53,5%), equipamentos elétricos e eletrônicos (51,0%), equipamentos mecânicos (47,9%), siderúrgicos (40,9%), plásticos e obras (40,3%) e combustíveis e lubrificantes (39,7%).
Já o porcentual de aumento das exportações até a terceira semana de agosto se manteve praticamente inalterada em relação ao resultado acumulado na semana anterior. A média diária foi de US$ 411,2 milhões, 34,9% acima da média registrada em agosto de 2003, de US$ 304,9 milhões. Houve incremento das vendas externas nas três categorias de produtos.
A média diária dos básicos cresceu 49,1%, ante agosto de 2003, principalmente em função das vendas de petróleo em bruto, minério de ferro, carne bovina, suína, de frango e de peru, algodão em bruto, fumo em folhas, café em grão, milho em grão e soja em grão.
Os manufaturados apresentaram 29% de aumento por conta de máquinas e aparelhos para terraplenagem, laminados planos de ferro e aço, móveis, aviões, autopeças, bombas e compressores, motores para veículos, óleos combustíveis, veículo de carga e açúcar refinado.
As exportações de semimanufaturados subiram 23,1% puxadas pelas vendas de ferro fundido, produtos semimanufaturados de ferro ou aço, ferro-ligas, madeira serrada, óleo de soja em bruto, celulose, e couros e peles.

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