Cresce a classe média em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
Levantamento sócio-econômico realizado pelo Ibope constatou o aumento das classes C e B em Curitiba, enquanto as classes A, D e E foram reduzidas, em 2000. Os resultados que revelam uma concentração da classe média foram comparados com pesquisa idêntica realizada em 1996/1997. O Ibope verificou ainda que Curitiba é a quinta região com a presença de mais telefones fixos nas residências. A pesquisa deste ano entrevistou 699 pesssoas.
No levantamento realizado em 96/97 o Ibope constatou que 9% dos domicílios entrevistados pertenciam a classe A. Na pesquisa deste ano, 6% dos domícilios pertencem a essa classe. Os domicílios entrevistados da classe B eram 21% em 96/97 e em 2000 houve um avanço para 27%. Os domicílios da classe C eram 34% em 96/97 e esse ano atingem 36% da pesquisa. As residências pesquisadas da classe D em 96/97, que atingiram 30%, caíram para 28% este ano. E os domicílios da Classe E atingiam 6% na pesquisa feita em 96/97 e agora ficam em 5%.
Os resultados da pesquisa sócio-econômica de Curitiba estão incluídos num levantamento que o Ibope fez em nove principais regiões metropolitanas do País como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e o Distrito Federal. Foram entrevistadas 27.928 pessoas entre dezembro de 1999 e julho de 2000. O levantamento traz informações sobre a presença de eletrodomésticos, serviços de telefonia e TV por assinatura, entre outros dados.
A pesquisa revelou que 59%, ou seja, mais da metade dos domicílios entrevistados, têm renda até sete salários mínimos. A análise por região mostra que a menor renda está em Fortaleza e Recife, onde a maioria das famílias recebe até três salários mínimos. Curitiba fica ao lado de cidades como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a renda da maioria das famílias vai até sete salários mínimos.
O estudo dá um diagnóstico detalhado da posse de bens e do nível de consumo das famílias. O Ibope restringe a divulgação dos dados. Mas quem quiser ter acesso a todas as informações pode pagar entre R$ 7.500,00 a R$ 47.100,00 ao Ibope. A variação do preço depende da quantidade de informações que as pessoas querem.


