Produtores de laranja vinculados à Paraná Citrus plantaram três mil novos hectares de pomares na região de Paranavaí. A ampliação, que começou em agosto do ano passado, eleva para 7 mil hectares a área que atende a indústria. Na atual safra a empresa realizou o esmagamento de 3,3 milhões de caixas de 40,8 quilos para fabricação de suco concentrado e congelado. Em 2005, quando os novos pomares começam a produzir comercialmente, a expectativa é atingir 5,5 milhões de caixas.
Antônio Ailton Basso, superintendente da Paraná Citrus, informou que a ampliação dos pomares visa atender a capacidade máxima da indústria. A fábrica foi construída para esmagar 10 milhões de caixas e atualmente possui equipamentos para processar 5 milhões de caixas.
''Trabalhamos ociosos. Nossa meta é atingir os 10 milhões de caixas nos próximos cinco anos'', revelou. Até 2006 serão disponibilizadas, anualmente, de 300 mil a 500 mil mudas aos produtores.
A expectativa da empresa é produzir de 10 mil a 12 mil toneladas de suco neste ano. Metade desse volume deve ser exportado para a Europa. O restante será consumido por fábricas brasileiras de refrigerantes e sucos industrializados. ''Acreditamos que há mercado suficiente para absorver o aumento de nossa produção'', comentou.
A região de Paranavaí é a maior produtora de laranja para indústria do Paraná. A outra indústria existente no município, a Citri, fundada há dois anos, esmaga dois milhões de caixas por ano que resultam em oito mil toneladas de suco concentrado, que é exportado para a Europa, informou Paulo Alves, gerente geral da empresa. A laranja é cultivada por 52 produtores em três mil hectares.
Apesar da Citri vender sua produção para o mercado externo, Paulo salientou que a alta do dólar não favoreceu a lucratividade da empresa. Segundo ele, os custos de produção e da indústria também são atrelados à moeda americana e acompanharam a valorização cambial.
Antônio Basso, da Paraná Citrus, acrescentou que todas as operações para efetivação do negócio também são taxadas em dólar. ''Não perdemos nem ganhamos'', comentou, lembrando que os produtores vinculados à indústria recebem em dólar pela produção.

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