Brasília - Os índices de adulteração de combustíveis voltaram a crescer no País, depois de quatro anos em queda. Segundo dados da ANP, 5,1% das amostras de gasolina analisadas em junho estavam fora das especificações, valor 16% superior à média observada no mês anterior, quando o índice apresentou o índice de 4,4%.
De acordo com o levantamento da ANP, realizado em mais de 90% dos postos revendedores de 18 Estados e do Distrito Federal, os mercados mais críticos com relação à adulteração de combustíveis são Rio e São Paulo. No mercado de álcool, as fraudes responderam por 8% das amostras coletadas em junho, contra uma média de 6,5% no primeiro trimestre.
O álcool é atualmente um produto muito mais usado na falsificação de combustíveis do que o solvente, disse ontem o superintendente de Abastecimento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Eugênio Maia. Em audiência sobre adulteração de combustíveis promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, ele afirmou que o álcool tem uma produção e uma oferta no mercado brasileiro muito maiores do que as de solvente, embora o solvente seja mais citado nas denúncias sobre adulteração.
Segundo Maia, apenas 41% da produção de solvente é comercializada no varejo e, mesmo que fosse admitido um desvio de 30% dessa produção, isso representaria apenas 1,5% do mercado de gasolina. De qualquer modo, ele disse aos parlamentares que o combate à falsificação será fortalecido se for aprovado o Código Nacional de Combustíveis, cujo texto está em tramitação na Câmara. A proposta, disse, melhora os ritos do processo administrativo, que são ''muito lentos'' na ANP, e aumenta as punições aos infratores.

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