Curitiba - A procura de pacotes turísticos para o Carnaval cresceu 30% em relação ao mesmo período de 2003. ''Apesar da retração do mercado durante o ano passado, o setor passa por um bom momento, já está se recuperando da crise que abalou o turismo, e, as perspectivas daqui em diante são ótimas'', comenta Arnaldo Levandowski, proprietário da Agência de Viagens MGM e diretor de Relações com o Mercado da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav).
Os destinos mais procurados pelos paranaenses para esta temporada são os tradicionais como Nordeste brasileiro e Rio de Janeiro, embora países da América do Sul, principalmente de cidades como Buenos Aires e Montevidéu, tenham surpreendido as agências com a alta procura. ''Muitas pessoas não gostam do agito do Carnaval brasileiro, mas querem aproveitar o feriado para viajar e descansar. Também, os preços para a América do Sul estão muito atrativos'', comenta Levandowski.
Para o turista que ainda não providenciou a viagem de Carnaval é bom se apressar, pois, para muitos destinos não há mais vagas, como é o caso de Buenos Aires, Rio de Janeiro e Bahia. ''Ainda há vagas para Montevidéu, Punta del Leste, Fortaleza, Natal, Maceió e outras localidades do Nordeste brasileiro'', alerta Levandowski.
Pacotes completos para o Carnaval do Rio de Janeiro e Bahia custam em torno de R$ 2,5 mil, incluindo passagem aérea, hospedagem de oito dias, café da manhã, translados aeroporto/hotel e city tour pela cidade. Para outras localidades do Nordeste, como Natal, Maceió e Fortaleza, os pacotes completos, também de oito dias de hospedagem, custam em torno de R$ 1,8 mil. Para destinos da América do Sul, como Buenos Aires, o pacote, com quatro dias de hospedagem, custa aproximadamente US$ 400, e, para Montevidéu, o preço aproximado, também com quatro dias de hospedagem, é de US$ 290.
''Antes de fechar negócio é importante se certificar da idoneidade da empresa, checando se existe reclamações na Embratur, na própria Abav e no Procon, para evitar desgastes futuros'', aconselha Levandowski. Assim, caso ocorra algum imprevisto, a agência escolhida pelo passageiro se responsabilizará pelos reparos. Por exemplo, em caso de overbooking (superlotação) no hotel escolhido pelo turista, a agência deverá se encarregar de acomodá-lo em outro hotel, ''geralmente de categoria superior ao optado''.
''Também, em caso de overbooking em vôos, a empresa aérea deverá providenciar o transporte do turista ao hotel e as despesas de hospedagem e alimentação do turista'', explica. No entanto, segundo ele, hoje em dia, não é mais comum ocorrer overbookings em vôos, pois as empresas estão mais preparadas e sabem que têm gastos excedentes pois arcam com os prejuízos.

mockup