Cresce 23% exportação de mármore e granito do País
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terça-feira, 02 de dezembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
A exportação de mármore e granito ornamental (pedra processada pronta para o uso) apresentou um crescimento médio de 23% de janeiro até setembro deste ano em relação a 1996. Os dados fazem parte do relatório da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio. O crescimento ficou acima da média dos demais setores da exportação, que tiveram variação de 10,6%. O mercado externo foi a alternativa que as empresas nacionais encontraram para vender a produção.
O Brasil ocupa hoje o quarto lugar em volume de exportação. A maioria do mármore e granito é vendida para Estados Unidos, Hong Kong, Japão e Bélgica. Os Estados Unidos compram quase metade de tudo o que é exportado pelo País. O produto que mais encontra aceitação no mercado internacional é o granito processado. As vendas do material cresceram 300% entre 1991 e 1996, o que dá uma média anual de 60%.
Uma das maiores exportadores de mármore e granito é a empresa curitibana Michelângelo Marble, considerada líder no processamento de mármores e granitos na América Latina. Desde 1992, a empresa exporta metade do que produz. Um dos donos da empresa, Paulo Cézar Fleischfresser, diz que a exportação da Michelângelo tem crescido 15% a cada ano. Só não crescemos mais porque o governo não faz a sua parte, que seria colocar em prática os mecanismos de incentivo à exportação, afirmou Fleischfresser.
O Custo Brasil é um dos alvos de críticas. A tonelada de granito transportada do Espírito Santo (onde estão as reservas minerais) até o Paraná custa US$ 70, segundo Fleischfresser. A mesma tonelada exportada do Brasil para a Itália custa US$ 80 e para o Japão, US$ 90.
A Michelângelo exporta para Estados Unidos, Canadá, Porto Rico, Equador, Chile, Argentina, Alemanha, Austrália e Japão. Nos últimos meses, iniciou negociações com os países do Sudeste Asiático.


