Credores entram em acordo e rolam dívidas da Inepar
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terça-feira, 05 de fevereiro de 2002
Vânia CasadoEquipe da Folha 
Curitiba Credores da Inepar entraram em acordo e aceitaram rolar as dívidas contraídas pela empresa e que estão vencendo. Este mês, o resultado de duas reuniões de credores detentores de debêntures foram favoráveis à Inepar. Analistas de mercado já esperavam pela rolagem das dívidas. A empresa tem forte presença no setor de energia, uma das mais promissoras nos próximos três anos, e não interessa aos investidores ficar fora desse processo. A Inepar considera essas renegociações como rotina normal para qualquer tipo de empresa.
Os debenturistas da terceira emissão da Inepar S/A Indústria e Construções e
representantes da companhia chegaram a um acordo em reunião realizada, ontem, na Bolsa de Valores do Paraná. Eles concederam mais 60 dias de prazo para o resgate de parcelas já vencidas, em troca do recebimento de juros das parcelas vencidas, que somam aproximadamente R$ 1,3 milhão até o dia 4 de março. Além disso, a Inepar apresentou garantias de recebíveis de contratos para o acordo com os debenturistas.
A Inepar tem uma pendência de aproximadamente R$ 9 milhões com este grupo de debenturistas, que deveria ser quitada em cinco parcelas, entre dezembro de 2001 e abril de 2002. O parcelamento já era resultado de uma renegociação, já que as debêntures venceram em outubro do ano passado. Como as parcelas de dezembro e janeiro não foram resgatadas, os credores fizeram uma assembléia ontem para decidir se entrariam na Justiça ou não.
Na semana passada, os debenturistas da segunda emissão da Inepar e representantes da companhia chegaram a um acordo em reunião realizada na sede da Pentágono Corretora de Valores, no Rio de Janeiro. Os debenturistas concordaram em trocar aproximadamente R$ 6 milhões por novas debêntures da Subestação Eletrometrô e concederão 60 dias de prazo para que a empresa resgate outros R$ 15 milhões, da operação.
O mercado já estava aguardando que os credores deveriam optar por acordos de rolagem das dívidas, em vez de entrar em demandas judiciais. Mesmo porque os credores não consideram que a empresa esteja com problemas financeiros, mas sim com disputa entre sócios. Por isso, eles preferiram rolar as dívidas, ao invés de correr o risco de ficar fora do negócio. É melhor estar junto com a empresa e conceder mais prazos em troca de juros bons para as partes até que se encontre uma solução para as disputas internas, disse um analista que prefere não se identificar.


