São Paulo - A incerteza econômica que rondou os fabricantes de alimentos e bebidas em janeiro de 2003 refletiu-se na redução do volume de pedidos de linhas de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no segundo mês do ano. Os créditos ao setor totalizaram R$ 252 milhões no primeiro bimestre do ano, em queda de 22% sobre o mesmo período do ano anterior.
Os R$ 105 milhões tomados pelo setor em janeiro deste ano significaram uma redução ainda mais acentuada, de 57%, retração recorde na história do banco. A falta de estímulo para recorrer aos recursos do BNDES entre os meses de janeiro e fevereiro tirou o setor de alimentos e bebidas da vice-liderança em volume de créditos, posição que mantinha há mais de dois anos, colocando-a em 3.º lugar no ranking.
O primeiro em volume de empréstimos no período foi o segmento de ''outros equipamentos de transporte'', que mantém firme a posição de líder, somando R$ 457 milhões em financiamentos, seguido pela metalurgia básica, cujo volume de crédito atingiu R$ 262 milhões no bimestre.

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