Crédito prossegue em queda
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sexta-feira, 21 de março de 2003
Marcia Furlan<br> Agência Estado 
São Paulo A rigidez da política de juros adotada pelo governo continua a se refletir sobre a concessão de crédito ao consumidor. Dos vários instrumentos para tomada de recursos, apenas o cartão de crédito vem apresentando aumento no volume emprestado.
O cheque especial, o empréstimo pessoal e o financiamento de veículos registraram em fevereiro, respectivamente, queda de 12,8%, 16% e 16,5% no número de novas contratações, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os cartões de crédito elevaram as contratações em 55,9%. Na média de todos os instrumentos pesquisados, houve um recuo de 7% nas novas contratações.
O levantamento, feito mensalmente pela Partner Consultoria, especializada em crédito ao consumidor, mostra que as concessões começaram o ano em queda nas comparações com os volumes de 2002, que foram mais baixos do que 2001. Desde outubro do ano passado, os porcentuais não registram quedas inferiores a 5%. O volume emprestado foi de R$ 25,2 bilhões em fevereiro contra R$ 23,3 bilhões em janeiro.
Os dados da consultoria, que são baseados em informações do Banco Central, levam em conta o crédito oferecido por instituições financeiras e não incluem o varejo que administra seu próprio crediário.
Este comportamento cauteloso do consumidor se reflete também sobre o estoque de reais emprestados a pessoas físicas. O montante caiu 6,6% em fevereiro sobre fevereiro de 2002 e totalizou R$ 77,7 bilhões. Na comparação com janeiro, a queda foi de 3,4%.


