Crédito pode chegar a US$ 25 bi em 97
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de janeiro de 1997
Agência Estado, de São Paulo 
Mesmo sem explosões nas vendas do comércio, os recursos para Crédito Direto ao Consumidor (CDC) devem atingir US$ 25 bilhões em 97, na projeção do diretor de crédito do Banco Excel-Econômico, Francisco Avila Filho, voltando aos patamares de 20 anos atrás. Ele explicou que mesmo com a evolução de 50% no volume de CDC sobre os US$ 16 bilhões do ano passado, as vendas do comércio não devem explodir em 97.
Avila disse que hoje há mais planejamento por parte do consumidor, que sabe que pode comprar a qualquer tempo, porque os preços dos produtos não sofrem grandes oscilações como ocorria antes. O que aconteceu no final do ano foi uma mostra clara disto. Muitas lojas fizeram grandes estoques e venderam abaixo de suas expectativas.
O diretor do Excel-Econômico lembrou que muitas lojas estão com estoques elevados: As vendas, com a estabilidade da economia serão mais permanentes, evitando-se a concentração em uma data. O final do ano foi um exemplo disto. Muita gente comprou antes.
Avila Filho disse ainda que o nível de inadimplência se estabilizou ainda em um patamar alto, mas se estabilizou. O consumidor planeja mais suas compras e o comércio permanece atento, agindo com cautela para ceder crédito, explicou.
Financiamentos
para compra de
carros atingem
U$ 4,1 bi em 96
Carros Somente no mês de novembro os financiamentos para a compra de automóveis feitos pelos bancos Fiat, Ford, GM e Volkswagen, das montadoras, chegaram a US$ 4,13 bilhões, o equivalente a crescimento de 110% sobre igual período de 95, segundo levantamento da Associação Nacional das Entidades de Serviços Financeiros e Consórcios da Indústria Automobilística (Anef).
Ainda em novembro houve uma expansão de 9,7% sobre o mês de outubro nos financiamentos. Um estudo da Anef mostrou que a forte expansão dos financiamentos se deveu, em boa parte, à agilidade com que os bancos das montadoras se ajustaram à nova realidade do mercado, a partir de maio de 96, com a liberação dos prazos das operações das instituições financeiras, que eram limitadas em 6 meses.
Segundo o mesmo estudo da Anef, as operações de leasing e consórcio tiveram um desempenho mais moderado. O número de grupos de consórcios de automóveis, caminhões, e utilitários em andamento permaneceu praticamente estável em novembro de 96, chegando a 5.499 contra 5.502 de 95.
No segmento de motocicletas, os grupos de consórcios em andamento da Honda e Yamaha, também associadas da Anef, cresceram 61,2% em novembro último sobre igual período de 95. Quanto à carteira de leasing dos bancos Fiat, Ford, GM e Volkswagen houve uma queda de 8,37% em novembro de 96 sobre 95, caindo de R$ 549,6 milhões de 95 para R$ 503,6 em novembro de 96.


