Mesmo sem explosões nas vendas do comércio, os recursos para Crédito Direto ao Consumidor (CDC) devem atingir US$ 25 bilhões em 97, na projeção do diretor de crédito do Banco Excel-Econômico, Francisco Avila Filho, voltando aos patamares de 20 anos atrás. Ele explicou que ‘‘mesmo com a evolução de 50% no volume de CDC sobre os US$ 16 bilhões do ano passado, as vendas do comércio não devem explodir em 97’’.
Avila disse que hoje há mais planejamento por parte do consumidor, que sabe que pode comprar a qualquer tempo, porque os preços dos produtos não sofrem grandes oscilações como ocorria antes. ‘‘O que aconteceu no final do ano foi uma mostra clara disto. Muitas lojas fizeram grandes estoques e venderam abaixo de suas expectativas’’.
O diretor do Excel-Econômico lembrou que muitas lojas estão com estoques elevados: ‘‘As vendas, com a estabilidade da economia serão mais permanentes, evitando-se a concentração em uma data. O final do ano foi um exemplo disto. Muita gente comprou antes’’.
Avila Filho disse ainda que o nível de inadimplência se estabilizou ainda em um patamar alto, mas se estabilizou. ‘‘O consumidor planeja mais suas compras e o comércio permanece atento, agindo com cautela para ceder crédito’’, explicou.

Financiamentos
para compra de
carros atingem
U$ 4,1 bi em 96

Carros Somente no mês de novembro os financiamentos para a compra de automóveis feitos pelos bancos Fiat, Ford, GM e Volkswagen, das montadoras, chegaram a US$ 4,13 bilhões, o equivalente a crescimento de 110% sobre igual período de 95, segundo levantamento da Associação Nacional das Entidades de Serviços Financeiros e Consórcios da Indústria Automobilística (Anef).
Ainda em novembro houve uma expansão de 9,7% sobre o mês de outubro nos financiamentos. Um estudo da Anef mostrou que a forte expansão dos financiamentos se deveu, em boa parte, à agilidade com que os bancos das montadoras se ajustaram à nova realidade do mercado, a partir de maio de 96, com a liberação dos prazos das operações das instituições financeiras, que eram limitadas em 6 meses.
Segundo o mesmo estudo da Anef, as operações de leasing e consórcio tiveram um desempenho mais moderado. O número de grupos de consórcios de automóveis, caminhões, e utilitários em andamento permaneceu praticamente estável em novembro de 96, chegando a 5.499 contra 5.502 de 95.
No segmento de motocicletas, os grupos de consórcios em andamento da Honda e Yamaha, também associadas da Anef, cresceram 61,2% em novembro último sobre igual período de 95. Quanto à carteira de leasing dos bancos Fiat, Ford, GM e Volkswagen houve uma queda de 8,37% em novembro de 96 sobre 95, caindo de R$ 549,6 milhões de 95 para R$ 503,6 em novembro de 96.

mockup