Crédito pode chegar a R$ 1 bi, anunciam técnicos do governo
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terça-feira, 17 de fevereiro de 1998
Vânia Casado 
Albari RosaTeleconferênciaBenedito e Ricardo Conceição anunciam crédito para safraA partir de março estarão disponíveis, nas agências do Banco do Brasil, R$ 400 milhões para a comercialização da safra 97/98. Mas dependendo das necessidades, o volume pode ser ampliado para R$ 1 bilhão, no país, com taxas de 9% ao ano. A informação é do diretor de crédito rural do BB, Ricardo Conceição, que participou da teleconferência promovida pela FAEP e Sebrae, ontem em Curitiba.
O BB já aplicou R$ 4,5 bilhões na safra agrícola, entre julho de 97 e fevereiro de 98, sendo que 70% desse volume foi para o custeio. Os recursos investidos até agora representam um acréscimo de 35% sobre a safra anterior, o que comprova a disposição do governo de aplicar até R$ 5,5 bilhões na safra 97/98, disse Conceição.
O diretor do BB recomenda tranquilidade aos produtores e que não vendam a produção de uma só vez, para evitar a queda de preços no mercado. Ele tranquilizou o mercado dizendo que os compromissos de custeio não vencem num dia só; a maioria vence em maio e pode ser paga em três parcelas.
Segundo Conceição, esse ano estão sendo introduzidos novos conceitos sobre a necessidade de financiar a comercialização da safra. O objetivo é atender os setores que agilizam o mercado, desde que os produtos estejam sendo comercializados abaixo do preço mínimo. Isto é se as empresas ou atividades que adquirem matéria-prima oriunda da agropecuária necessitarem de capital de giro para acelerar a comercialização, poderão ser beneficiadas. Necessariamente os recursos não precisam ser destinados somente ao produtor, mas também aos segmentos onde os produtos agrícolas possam fluir com mais rapidez.
Conceição citou como exemplo a suinocultura e a avicultura, que poderão ser atendidas com recursos para formar capital de giro para a compra do milho, que ajuda a enxugar a oferta do mercado. Outro exemplo é a resolução recente do ministério da Agricultura, autorizando a liberação de recursos para as indústrias beneficiadoras de algodão comprar a matéria prima. Segundo o diretor do crédito rural do BB, o governo está determinado a estimular novamente o plantio do algodão no país e por isso quer evitar que a queda dos preços do produto no mercado internacional provoque reflexos negativos no mercado interno.
Para os pequenos produtores enquadrados no Pronaf, será garantido o pagamento da equivalência-produto na comercialização. Conceição antecipou que o governo poderá recorrer aos instrumentos de AGF e EGF para evitar a queda de preços dos produtos aos pequeno produtor e prometeu apoiar bastante o custeio pecuário.


