Crédito pessoal reduz taxas cobradas ao consumidor
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Ana Paula Ribeiro<br>Folhapress 
Brasília - A taxa de juros cobrada nas linhas de crédito pessoal ajudou a derrubar os juros médios no mês de agosto. Essa taxa, que inclui as principais modalidades voltadas para os consumidores, ficou em 46,6% ao ano em agosto, contra 47% no mês anterior. Essa é a taxa mais baixa desde o início da série histórica do Banco Central, de julho de 1994.
Além da queda nos juros, também foi verificada um recuo no spread -diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes-, que passou de 36,3 pontos percentuais para 35,3 pontos.
Os juros no crédito pessoal apresentaram em agosto uma queda de 0,7 ponto percentual, para 49,9% ao ano. Em 12 meses, esse recuo é de 9,2 pontos percentuais. Dentro dessa modalidade está o crédito consignado -desconto em folha de pagamento-, que apresentou um recuo de 0,2 ponto, para 30,7% ao ano no mês passado.
A queda nessa modalidade foi determinante para o recuo das taxas para a pessoa física, já que as demais ficaram estáveis ou subiram.
Na aquisição de veículos, a taxa ficou estável em 28,7% ao ano. Em 12 meses, o recuo chega a 4,2 pontos percentuais. A taxa para a aquisição dos demais bens apresentou uma elevação de 0,5 ponto, para 55,2% ao ano em agosto. A queda no acumulado de 12 meses é de 4,2 pontos.
No cheque especial, a alta foi de 0,3 ponto e a taxa terminou o mês passado em 139,5% ao ano. No ano, a modalidade mais cara ao consumidor apresentou um recuo de apenas 4,1 pontos.
No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros subiu para 23,1% ao ano em agosto, com uma elevação no spread de 0,3 ponto, para 12,4 ponto percentuais. Com isso, a taxa média geral, que inclui as empresas e as pessoas físicas, caiu de 35,9% ao ano em julho para 35,7% ao ano no mês passado. Esse é o menor patamar desde o início da série, que é de julho de 2000. A queda do spread foi de 0,4 ponto, para 24,7 pontos.
Em relação à pontualidade dos consumidores brasileiros, a taxa de inadimplência -atrasos superiores a 90 dias- ficou estável em 4,7%. Nas empresas, ela ficou em 2,4%. Para as pessoas físicas ela ficou em 7,2%.
O volume de crédito no sistema financeiro nacional era de R$ 841,507 bilhões em agosto, o equivalente a 33,1% do PIB (Produto Interno Bruto). No mês anterior, essa relação estava em 32,5%, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
Em valores nominais, as operações de crédito cresceram 2,9% em agosto e 24,8% nos últimos 12 meses. ''A evolução do crédito seguiu a trajetória de expansão observada desde o início do ano, apresentando padrão diferenciado em agosto, tendo em vista a aceleração do crescimento das carteiras referenciadas em recursos direcionados'', relata a nota divulgada nesta segunda-feira pelo BC.


