Crédito pessoal pode ficar mais barato
Brasília - Nas operações de crédito pessoal, o juro médio em abril foi de 75,3%, uma queda de 1,2 ponto porcentual em relação a março. Para Lopes, essa é uma das modalidades com mais espaço para cortes, considerando que os bancos já cobraram, em média, 66,7% de juros ao ano. Na avaliação do Depec, um dos elementos que podem contribuir para essa queda é a continuidade do aumento de concessões de empréstimos com desconto em folha de pagamento, uma das apostas da equipe econômica para deslanchar o mercado de crédito no País.
Essas operações acumularam em abril um volume de R$ 6,9 bilhões, de acordo com levantamento feito pelo Depec com 10 instituições financeiras, que respondem por 72% do total de crédito pessoal oferecido no País. ''De janeiro a abril, essas operações registraram um crescimento de 22,8%'', disse Altamir. Houve também um aumento na participação de empregados da iniciativa privada. ''Em março, 90% das operações foram com empregados de órgãos públicos. Em abril, o setor privado elevou de 10% para 20% a sua participação neste total'', disse. (Agência Estado)
As turbulências vividas pelo mercado financeiro em maio poderão, segundo Lopes, provocar um pequeno repique em termos de taxas de juros para as empresas. Mas para as pessoa físicas a tendência de queda deverá ser mantida. Os dados preliminares indicam que até ontem a taxa de juros média para pessoa física estava em 61,7% ao ano. No caso das empresas, a taxa subiu de 29,9% para 30,2%.





