Crédito pessoal é mais barato
Na hora da primeira dificuldade financeira, o mais comum é o consumidor recorrer ao limite do cheque especial ou ao sistema rotativo do cartão de crédito (caso haja problemas para pagar a fatura). Isso ocorre porque são as duas modalidades mais acessíveis de crédito - e, justamente por isso, as mais caras do mercado.
Além de tentar renegociar a dívida, quem passa por dificuldades, se realmente precisar de um empréstimo, deve recorrer antes ao crédito pessoal. A taxa de juros cobrada nessas operações ainda está pesada - 6% a 7% ao mês, em média, atingindo até 9% -, mas é bastante inferior à de 13,8% mensal que chega a ser exigida no cheque especial. No sistema rotativo do cartão de crédito, os encargos são de até 12,1% ao mês.
Dificuldades Um problema é que, em geral, os bancos e as financeiras não concedem empréstimos de valores mais elevados. Ainda assim, vale a pena tentar levantar recursos por meio dessa opção, bem menos pesada que as outras linhas de crédito atualmente disponíveis no mercado.
Cheque especial Entrar no limite do cheque especial é um dos caminhos mais curtos para a insolvência. No Banco Real, a inadimplência (falta de pagamento por mais de 60 dias) fica por volta de 0,8%, número considerado baixo. O uso do limite chega a 80% dos clientes que possuem o cheque especial. No entanto, o banco não revela a porcentagem de clientes que chegam a pagar juros, uma vez que concede dez dias sem cobrança de encargos. A situação também está controlada no Mercantil de São Paulo-Finasa. A maioria dos bancos consultados preferiu não divulgar dados sobre o uso do cheque especial.





