Crédito para gastos extras requer cautela
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Nos primeiros meses do ano, o orçamento familiar sofre uma carga de despesas típicas dessa época, como impostos (IPTU, IPVA), mensalidades e material escolar, férias, viagens e presentes de fim de ano, adquiridos via cartão de crédito, cheques pré-datados ou pelo crediário. Para ajudar quem não conseguiu antecipar os pagamentos ou mesmo se programar para todos esses gastos, alguns bancos oferecem linhas de crédito para as ''despesas de início de ano''. Porém, economista alerta os consumidores sobre o perigo desses créditos.
Os valores de financiamentos variam de R$ 100 a R$ 20 mil, dependendo do banco e da análise de contrato do cliente. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece linhas de crédito com juros a partir de 1,30% ao mês e prazo de até 48 meses, para atender diversos perfis de clientes.
Conforme o gerente regional de negócios da Caixa, Carlos Roberto de Souza, o banco tem disponibilidade de recursos para atender a demanda do período. Segundo ele, a expectativa do banco é financiar cerca de 15% a mais que o mesmo período do ano passado.
Já o Banco do Brasil tem linha de crédito específica para o pagamento de impostos como IPTU e IPVA, com parcelas em até 48 meses. A operação de financiamento é feita por meio da linha BB Crediário diretamente nos terminais de auto-atendimento, que oferecem a opção de parcelamento no momento do pagamento do tributo.
O juro é de 2,41% ao mês, com taxa de abertura de crédito. Para poder financiar o pagamento por meio dessa linha, entretanto, é necessário que o órgão emissor do carnê tenha firmado convênio prévio com o banco. Caso contrário, segundo informações da assessoria de imprensa da instituição.
O economista Francisco Simões recomenda que, antes de fazer um empréstimo, o consumidor tente uma negociação direta com o credor: o colégio pode ser parcelado, assim como as despesas com material escolar. Neste último caso é melhor parcelar direto com a papelaria. ''Tentar negociar é o melhor caminho. Fazer empréstimo no banco tem que ser a última alternativa'', orienta Simões.
No caso dos impostos, segundo ele, o melhor é pagar à vista sem ter que emprestar dinheiro. Mas, se não for possível, na maiorias da vezes, vale parcelar direto com órgãos competentes do que pagar taxas de juros dos empréstimos bancários. ''Mas se tiver que optar pelas linhas de créditos bancárias, o ideal é pesquisar as taxas de juros, em pelo menos três bancos, antes de realizar a contratação'', disse o economista.


