Curitiba - A oferta de crédito no Brasil tem se intensificado. Para o diretor da PUC-PR, campus Londrina e professor de finanças pessoais, Charles Vezozzo, do ponto de vista das finanças pessoais isso é preocupante porque nem todos os consumidores estão preparados para usar o crédito.
O alerta dele é para que as pessoas tentem se controlar no orçamento familiar para conseguirem pagar o valor total do cartão de crédito e não o mínimo. ''Não se pode fazer do cartão uma receita complementar. Ele deve ser usado como um meio facilitador de pagamento'', afirmou. Na hora da compra com o cartão, tem um fator psicológico, que o consumidor adquire um produto e não vê sair dinheiro, alertou.
Ele recomenda que, antes de comprar um bem no cartão, o consumidor deve se perguntar se pode comprar, se precisa e por que deseja adquirir aquele produto. ''Às vezes, a pessoa troca de celular desnecessariamente e compra um sapato sem precisar. O consumismo pode virar uma compulsão'', alertou.
Vezozzo disse que as finanças pessoais precisam ser feitas no papel. Ainda destacou que um cartão que tenha taxa mensal média de juros de 10%, atinge 213,84% ao ano. Isso significa que, se a pessoa cair no rotativo do cartão durante um ano, pode pagar duas vezes por um produto que comprar. (A.B.)

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