É uma aventura entrar no ramo das micro e pequenas empresas, em vista das estatísticas: somente 30% delas conseguem sobreviver aos primeiros 24 meses de atividade. O superintendente regional do Banco do Brasil em Londrina, Jânio José Kindlein Pintarelli, diz que o banco, ''alinhado ao foco do governo federal, de estimular as micro e pequenas empresas, está forçando sua atuação neste segmento, oferecendo apoio com produtos e serviços sob medida.'' Esse apoio são linhas de crédito específicas para capital de giro e investimentos, e poderia dar maior fôlego 'aquelas firmas, na expectativa do Governo.
As principais linhas para capital de giro das micros e pequenas empresas são a ''Antecipação de Recebíveis'' e ''BB Giro Rápido''. Para investimento o Proger Urbano Empresarial e o BB Cooperfat, ''as mais indicadas'', segundo Pintarelli.
Uma estratégia de mercado é a venda a prazo. Para os micros (faturamento bruto até R$ 360 mil anuais) e os pequenos empresários (até R$ 3 milhões anuais) aumentarem seus negócios, eles podem recorrer ao desconto de duplicatas, desconto de cheques pré-datados e 'a antecipação de vendas feitas pelo cartão de crédito. Esta é a ''Antecipação de Recebíveis''. As vantagens, diz Pintarelli, são as taxas de juros competitivas, a incidência de juros apenas entre a data de antecipação e vencimento do título, além de poder fazer a movimentação através do gerenciador financeiro.
Ao ''Giro Rápido'' o empresário pode recorrer para capital de giro, desde que tenha faturamento anual de até R$ 3 milhões, isto é, possua ou queira criar uma empresa média. O crédito pode ser usado de uma só vez ou em parcelas. O prazo é de 12 meses, renovado a cada utilização do crédito ou reutilização dos valores já pagos. Esse crédito pode ser nas modalidades cheque especial e capital de giro. São necessárias apenas garantias pessoais (TJLP mais encargos adicionais). Ao se increver nessa modalidade, o empresário é classificado como cliente preferencial e terá Cheque Ouro Empresarial.

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