Crédito imobiliário engatinha no país
O relatório da Cetelem mostra que a maioria dos entrevistados (mais de 70%) declara ter casa própria e demonstra estar satisfeita com a sua moradia. No Brasil, principalmente entre as classes mais baixas, possuir uma casa significa segurança. O estudo destaca, porém, que ''esse lugar não preenche necessariamente as condições de conforto material e salubridade que se deseja''. No time dos insatisfeitos, 40% dizem que gostariam de mudar mas não têm dinheiro para isso.
Segundo Franck Vignard Rosez, diretor de Marketing da Cetelem, o Brasil ainda está ''engatinhando'' no que diz respeito a crédito imobiliário: representa hoje em torno de 2% do PIB (Produto Interno Bruto), movimentando menos de R$ 50 milhões. ''Só para se ter idéia, nos países desenvolvidos esse índice chega a 70%. Mas entendemos que rapidamente o Brasil pode mudar isso, chegando a 10% do PIB em crédito imobiliário'', afirma.
Rosez observa que o país vive um bom momento econômico, mas há dois riscos de desequilíbrio: a volta da inflação e a crise norte-americana. ''Por conta da inflação, o brasileiro vai gastar mais com itens básicos, não sobrando dinheiro para outros bens, o que pode afetar o crédito. Quanto à crise lá fora, o Brasil por enquanto vem passando incólume. Mas o mercado financeiro se comunica, e se o custo do dinheiro aumenta lá fora, aqui vai ter que aumentar também'', diz. (G.M.)





