São Paulo - O crédito imobiliário deve dar um novo fôlego ao consumo. O impulso pode vir tanto pelo lado da geração de emprego e renda, como pela maior demanda, a médio prazo, por móveis e eletrodomésticos para equipar a nova casa.
Segundo estudo da LCA Consultores, o crédito imobiliário pode passar dos atuais 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7% em três anos. Se essa previsão se concretizar, 2,5 milhões de postos de trabalho formais e informais deverão ser abertos no período, diz o economista Braulio Borges, da LCA.
Hoje, a construção civil emprega diretamente 6 milhões de trabalhadores. Somado aos empregos indiretos, o contingente chega a 13 milhões, o que corresponde a 20% do total de ocupados no País. ''O potencial que a construção tem de gerar empregos é enorme'', diz o economista. ''Isso vai ajudar a sustentar o consumo das famílias em relação ao efeito crédito, que não deverá ter movimento tão forte a médio prazo.''
O aposentado João Silvino da Silva, de 69 anos, e a mulher, Yoshie Inoue, de 60, começaram, este mês, a reformar a casa comprada há três anos. Eles confirmam as pesquisas que apontam a forte intenção do brasileiro de investir na casa. Entre mão-de-obra e material, eles pretendem gastar cerca de R$ 12 mil, poupados durante os últimos anos. ''Estamos pesquisando preços e pagando à vista'', diz Silva, que tem uma renda mensal de cerca de R$ 1 mil. De acordo com Silva, a estabilidade da economia facilita os planos e permite sonhar não apenas com a reforma, mas com a mobília nova para a casa. (Agência Estado)

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