Os empréstimos para compra e construção de imóveis no País atingiram o montante de R$ 49,6 bilhões no primeiro semestre de 2013, volume 34% superior aos R$ 37 bilhões no mesmo período de 2012, de acordo com dados publicados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No Paraná, segundo a entidade, o crescimento foi ainda maior, de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,7 bilhões, ou 49%.
A Abecip não divulgou análise dos números e a reportagem não conseguiu entrevista na instituição. Em Londrina, representantes dos sindicatos ligados à atividade imobiliária se espantaram com os dados que, segundo eles, não condizem com a "sensação" do mercado.
O volume é o maior já registrado em um único semestre, segundo a associação. Os dados levam em conta apenas os financiamentos com recursos provenientes das poupanças. Pelas regras do Banco Central, 65% do saldo da caderneta deve ser direcionado pelos bancos para o crédito imobiliário.
Somente em junho, o volume de concessões alcançou R$ 11,2 bilhões no País - alta de 51% comparativamente a junho do ano passado e aumento de 15% em relação a maio. Nos 12 meses compreendidos entre julho de 2012 e junho de 2013, os empréstimos imobiliários totalizaram R$ 95,3 bilhões, 19% a mais do que nos 12 meses precedentes.
Em número de unidades, nos primeiros seis meses de 2013 foram financiados 244,7 mil imóveis no País, 14% a mais do que no primeiro semestre de 2012. No Paraná, foram 15.555 unidades contra 11.837 no mesmo período do ano anterior. O crescimento é de 31%.
Nestor Dias, vice-presidente do sindicato que representa as imobiliárias, o Secovi-PR, disse ontem à FOLHA que não conhecia os números e, portanto, não poderia comentar. "Mas a sensação no mercado é de que esse aumento não foi expressivo desse jeito", afirmou.
Marco Antonio Bacarin, presidente do sindicato dos corretores (Sincil), que também não conhecia os números, ressaltou que todos os indicadores mostram que o crescimento do setor no primeiro semestre deste ano foi menor que o do ano passado. "Crescemos, mas em ritmo menor", avaliou.
Já o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon Norte do Paraná), Gerson Guariente, acredita que os números são reflexo de um boom ocorrido no setor em anos anteriores. Ele também não conhecia o levantamento da Abecip. "Quando um prédio é lançado ele custa R$ 10 milhões. Quando fica pronto é vendido por R$ 20 milhões", exemplifica. Os números tão altos seriam valores destinados ao consumidor final dos empreendimentos de 2009 e 2010.

Poupança
Em junho, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 6,7 bilhões, melhor resultado registrado em um mês de junho na série histórica, iniciada em 1995, de acordo com dados do Banco Central mencionados no levantamento da Abecip.
No primeiro semestre deste ano, a diferença entre depósitos e retiradas foi positiva em quase R$ 20 bilhões, superando em 60% o montante registrado no mesmo período do ano passado. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Crédito imobiliário cresce 34% no País e 49% no Paraná
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