Crédito foi ponto alto em 96, diz Porto
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quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Agência Estado de Brasília 
Os produtores rurais tiveram em 1996 o maior conjunto de ferramentas colocado à disposição do setor. A avaliação foi feita pelo ministro da Agricultura, Arlindo Porto, em texto distribuído pela assessoria de imprensa do Ministério. No texto, o ministro detalha todas as medidas adotadas, mas evita fazer qualquer estimativa de produção para o próximo ano.
Entre as medidas destacadas por Porto estão a renegociação das dívidas vencidas que beneficiou, segundo ele, mais de 300 mil produtores no valor total de R$ 8,5 milhões. Na área de crédito, o ministro Arlindo Porto considerou o ano de 96 o melhor para a agricultura.
Foram destinados R$ 5,2 milhões para o custeio, o que representa 40% a mais do que foi destinado à agricultura em 1995. Vale destacar, neste caso, que tal volume foi alcançado devido ao aumento do compulsório de 17% para 25% dos depósitos à vista e aos R$ 2 bilhões captados no Exterior sem pagamento do IOF, ressaltou o ministro.
Além destes recursos, Arlindo Porto lembrou que foram alocados mais R$ 500 milhões para a compra de implementos agrícolas e renovação do parque de máquinas agrícolas. O ministro Arlindo Porto lembrou também da decisão do governo de eliminar o ICMS dos produtos elaborados e semi-elaborados de exportação que representa uma desvalorização cambial de até 10% para o complexo agro-industrial, significando redução do custo Brasil e aumento da competitividade do empresário rural.
Renegociação O Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou anteontem, por voto aprovado ad referundum pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, o prazo para a renegociação de dívidas de crédito rural. Agora, pela resolução 2351, os agricultores tem até o dia 3 de março para renegociarem as operações de crédito rural contratadas até 20 de junho de 1995, vencidas ou vincendas até 03 de março de 1997. O prazo anterior, fixado pela resolução 2322, era o dia 2 de janeiro, amanhã.


