Epitácio Pessoa/AE
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EncontroO ministro Kandir cumprimenta o prefeito de São Paulo, Celso Pitta, durante reunião do Secovi-SPPelo menos 60% do déficit em conta corrente deste ano será financiado com investimentos diretos estrangeiros, segundo o ministro do Planejamento, Antônio Kandir. Sua estimativa é de um déficit de US$ 30 bilhões em 98, o equivalente a 3,5% do PIB. Como o País, nas contas do ministro, vai receber US$ 20 bilhões em investimentos diretos, mais da metade do déficit será financiado com esses recursos.
Boa parte dos investimentos diretos, segundo Kandir, vai entrar no País via privatizações, que devem movimentar US$ 30 bilhões. A agilidade do governo em adotar medidas para evitar consequências mais sérias da crise asiática no Brasil, na sua opinião, é um dos principais atrativos aos investidores. ‘‘Estamos construindo uma perspectiva de capacidade de atração de investimentos’’, afirmou Kandir, durante almoço ontem, em São Paulo, com empresários da indústria da Construção Civil.
O ministro disse que trabalha com a perspectiva de três cenários. Um deles, chamado por ele de ensolarado e mais improvável, seria o de o País sair completamente incólume à crise na Ásia. O segundo seria de um aprofundamento da crise com grande impacto no Brasil, ‘‘também bem improvável’’. O terceiro, o mais realista na sua avaliação, é de uma fase transitória, de preocupação, mas administrável.

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