Crédito está 'mais confortável', para Goldman Sachs
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs divulgou ontem um relatório no qual reavalia sua recomendação para o Brasil, cuja situação de crédito ''passa a ser mais confortável no curto prazo''.
A elevação da classificação brasileira, que passou de ''underweight'' (desempenho abaixo da média do mercado) para ''marketweight'' (na média), entretanto, ocorreu no último dia 20. O banco lembra ainda que, apesar da revisão, ''a situação política continua instável no Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Equador'' e ''a perspectiva para os indicadores econômicos globais ainda é incerta''.
A melhora da situação de crédito do País, que levou à revisão, teria ocorrido porque as notícias melhoraram ''e devem continuar melhorando nas próximas três semanas tanto no âmbito político como financeiro''.
No escopo político, o banco diz esperar que as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro continuem a mostrar a melhora das intenções de voto para o candidato governista, José Serra - considerado o favorito do mercado por defender a continuidade da atual política econômica.
O banco também diz esperar mais apoio de Ciro Gomes, o candidato do PPS e segundo colocado nas pesquisas, ao mercado. Segundo o Goldman Sachs, ''a indicação de novos assessores políticos para sua equipe deve ajudá-lo a caminhar em direção ao centro da arena política, reduzindo a reticência do mercado e da imprensa em relação à sua candidatura''. É uma uma clara referência ao nome do professor de Princeton Alexandre Scheinkman, que se uniu à equipe de Ciro há duas semanas.
Já no âmbito econômico, o Goldman Sachs cita as medidas tomadas pelo governo para reduzir a exposição dos bancos ao câmbio e as linhas de crédito à exportação ofertados pelo Banco Central aos bancos que se comprometerem a financiar empresas exportadoras.
As recentes turbulências haviam colocado o país 3,5% abaixo da performance de mercado na avaliação da Goldman Sachs.


