Brasília Com a melhora na percepção de risco em relação à economia brasileira nas últimas semanas, as empresas do País estão retomando o acesso ao crédito no exterior. Segundo o presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, o Brasil, considerando as captações feitas por grandes instituições financeiras, já recebeu cerca de US$ 1 bilhão em linhas de crédito internacionais nos últimos 30 dias. ''E isso a taxas bastante favoráveis'', afirmou Ferreira.
Apesar da alta na taxa de câmbio nos últimos dois dias, o presidente da Febraban diz que a tendência é ''claramente de aumento gradual da confiança dos investidores''. No entanto, isso não significa que necessariamente o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) irá reduzir a taxa de juros na próxima reunião, marcada para terça e quarta-feira da semana que vem.
Para Ferreira, somente o BC tem o acompanhamento detalhado de todas as variáveis que são levadas em consideração na definição da trajetória dos juros. Ele ressalta ainda que um ponto fundamental para o Copom é o comportamento da inflação. ''O BC tem todos elementos para avaliar isso. O ministro da Fazenda já deixou clara a preocupação com a inflação e disse que eles farão o que for necessário para mantê-la sob controle'', disse.
O presidente da Febraban passou os últimos dois dias em Brasília fazendo uma peregrinação pela Esplanada dos Ministérios. Na quinta-feira, ele esteve com o presidente do BC, Henrique Meirelles, que foi convidado para um encontro com toda diretoria da Federação, em São Paulo. Ferreira aproveitou ainda para discutir com Meirelles mecanismos para reduzir o custo da intermediação financeira.
Ele defendeu o encaminhamento ao Congresso Nacional de um projeto de lei que permita aos bancos, por exemplo, receber dos clientes que estão discutindo na Justiça o índice de correção de determinada operação pelo menos o valor correspondente ao principal da dívida.

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