Entre julho de 2010 e maio de 2011, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu R$ 9,63 milhões em crédito agropecuário. No período seguinte, entre julho de 2011 e maio de 2012, o valor sofreu ampliação de 5,5%, atingindo R$ 10,17 milhões. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, uma grande aposta do banco é o Programa ABC, que na safra 2011/12 disponibilizou R$ 1 bilhão até maio.
Na análise de Coutinho, a demanda por produção agrícola é crescente e a oferta encontra condições adversas, como seca no meio-oeste norte-americano, chuvas em Minas Gerais e atraso na colheita da cana-de-açúcar, o que impulsiona os preços das commodities. Já entre as oportunidades de crescimento estão a demanda interna em expansão, o consumo mundial de grãos e proteínas em alta, os preços a níveis elevados no mercado internacional, a expansão do uso de biocombustíveis e o avanço da pesquisa e desenvolvimento.
Em 2011, o agronegócio correspondeu a 22,15% do PIB brasileiro, segundo o Cepea/USP. ''O setor é o grande esteio do crescimento brasileiro, que garante oferta de alimentos sem inflação'', afirma. O agronegócio apresentou um superavit de US$ 77,5 bilhões em 2011, com crescimento anual de produção de 4,5%. ''O desafio daqui para frente é manter essa tendência. Para isso, precisamos aumentar a produtividade com melhor aproveitamento do solo e maior eficiência das lavouras'', opina.
Segundo Coutinho, o Brasil precisa dobrar a produção de cana-de-açúcar até a safra 2020/21 para conseguir atender a demanda por etanol. Para isso, o BNDES pretende investir R$ 3 bilhões em pesquisa para produção de etanol de terceira geração. ''Temos a convicção de que o etanol brasileiro, principalmente o de gerações futuras, é extremamente competitivo e o BNDES tem investido em biocombustíveis'', relata.(M.F.)

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