Crédito de carbono ajuda países
A preocupação com a poluição do ar e o chamado efeito estufa fez com que representantes de dezenas de nações se mobilizassem em busca de alternativas para resolver ou pelo menos amenizar o problema no planeta. Na década passada foi firmado um acordo por meio do Protocolo de Kyoto, que prevê que os países industrializados reduziriam em pelo menos 5,2% suas emissões de gases poluentes. Mas algumas nações, entretanto, não conseguem diminuir esse número e têm o direito de comprar créditos de não poluição, dos países que poupam o meio ambiente, através dos chamados créditos de carbono.
Londrina, por sua vez, está na mira desses países desenvolvidos, por conta da manutenção diferenciada que se faz no aterro sanitário, através de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDLs), e isso tem proporcionado bons resultados para o meio ambiente.
O Protocolo de Kyoto define que os países ou municípios que adotam MDLs possam comercializar títulos em bolsas de valores, vendendo-os como créditos de carbono medidos por toneladas de gás carbônico (CO2) aos países ou cidades que não conseguem reduzir seus níveis de poluição.
Segundo dados do Banco Mundial, foram negociados no mundo, em 2005, US$ 2 bilhões em créditos de carbono. O Brasil tem potencial para abocanhar entre 10% e 20% desse mercado e, atualmente, possui cerca de 15% a 20% do potencial de geração de créditos dos projetos que estão em alguma etapa do MDLs. (E.Z.)





