Curitiba As cooperativas de crédito do País apostam no novo governo federal e estadual para consolidar essas instituições como instrumento de crédito para grupos fechados que podem ser cooperativas ou por categorias profissionais. Trata-se de um sistema alternativo de crédito, que está comemorando 100 anos de existência, e que pretende dobrar o atendimento nos próximos três anos.
No Paraná, o sistema de crédito cooperativo (Sicred) está presente em 32 municípios e o saldo ultrapassa R$ 500 milhões. No Brasil, o sistema está presente em cinco estados (Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná) e movimenta um total de R$ 2,4 bilhões.
O sistema Sicred é fiscalizado pelo Banco Central, e tem forte presença na comunidade. Os recursos são captados pelos cooperados-proprietários da cooperativa, que são aplicados no desenvolvimento da localidade onde vivem os cooperados. No Paraná, o sistema Sicred é importante agente financiador do agronegócio com captação expressiva entre os agricultores. O Sicredi-PR passou a se fortalecer após 1997 quando o Paraná se integrou ao Rio Grande do Sul no Bansicredi, primeiro banco do cooperativismo.
Esta semana, os dirigentes do Sistema Sicredi estão reunidos em Curitiba para um seminário de avaliação e estabelecimento de metas. De acordo com o presidente do Sicredi-PR, Seno Cláudio Lunkes, durante o seminário será avaliada a proposta de estender o crédito cooperativo para todas as pessoas acima de 21 anos, que tenham condições de sustentar uma conta-corrente. Para dar suporte à ampliação do sistema, está prevista a implantação de aproximadamente 200 novas agências, o que deverá ocorrer em grande parte dos municípios do Estado. Eles apostam na simplicidade do sistema como financiador do desenvolvimento das comunidades.
Lunkes disse que o sistema prevê parcerias com os governos estadual e federal para se fortalecer. A investida de maior porte é com o governo federal. O setor aspira repassar recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que hoje é repassado somente para grandes instituições financeiras. Como os recursos do FAT são direcionados para empreendimentos de pequeno porte, as instituições financeiras não se interessam pelo repasse porque suas estruturas são muito caras e não compensa a operação.

mockup