São Paulo - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horacio Lafer Piva, afirmou ''ser bobagem acreditar que as linhas de crédito para o Brasil voltarão a níveis normais antes das eleições''.
Piva fez as declarações na sede da Fiesp depois de questionado sobre os possíveis resultados do encontro que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do BC, Armínio Fraga, manterão na segunda, em Nova York, com representantes de bancos privados americanos, europeus e asiáticos para pedirem a reabertura das linhas de financiamento às exportações.
Nos últimos dois meses, o crédito para o País secou. Os argumentos são as incertezas do cenário internacional, fomentadas pela crise argentina e o escândalo dos balanços nas empresas americanas. No contexto interno, atribui-se como preocupação as eleições presidenciais.
''As conversas podem criar um 'colchão de tranquilidade' e quem sabe esses organismos voltem a oferecer um pouco mais de linhas. Porém, imaginar que vamos retornar à situação anterior é bobagem'', disse Piva. ''Tenho a impressão de que todos vão esperar o resultado das eleições, conhecer a próxima equipe econômica e só então voltar a conversar'', completou.
De acordo com Piva, os US$ 4,6 bilhões apresentados pelo governo nos últimos dez dias, via Banco Central e BNDES, não serão suficientes para atender à demanda dos exportadores. ''Esperamos que o Banco do Brasil possa captar recursos para oferecer crédito e que tenhamos algum apoio dos bancos internacionais. A contração de crédito é extraordinária'', disse.

mockup