A decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) de reduzir a Taxa Selic, no início do mês - de 12,5% para 12% - teve reflexo direto nas ações de alguns bancos, que também resolveram reduzir a taxa de juros de algumas operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas. Apesar da redução, o consultor de finanças Charles Vezozzo, orienta os consumidores a avaliar criteriosamente a necessidade de fazer um financiamento no momento.
Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, as taxas de juros do penhor baixaram de 2,26% ao mês para 2,10%, até R$ 300. No crédito pessoal para antecipação do 13º salário as novas taxas são de 2,84% ao mês, uma queda de 0,11% em relação as taxas anteriores. Entre outros empréstimos, no consignado as taxas também caíram de 3,19% para 2,90% e de 1,48% para 1,07% ao mês, com prazo de empréstimo entre seis e 72 meses.
Já o Banco do Brasil reduziu, entre outras operações, a taxa de CDC empréstimo eletrônico e renovação de 4,62% a 4,59% ao mês. O BB Crediário também caiu de 2,41% para 2,38%. O setor empresarial também foi favorecido com as reduções: a taxa mínima do Cheque Ouro Empresarial e do BB Giro Rápido Rotativo para micro e pequenas empresas fica em 5,01% ao mês e a máxima de 7,59% ao mês, ante os 5,03% e 7,61% ao mês cobrados anteriormente.
''As taxas reduziram um pouco, mas ainda há espaço para diminuírem ainda mais, por isso não é interessante as pessoas saírem fazendo empréstimos, é preciso pesquisar muito'', disse o consultor de finanças Charles Vezzozo. Segundo ele, tanto pessoas físicas quanto jurídicas que tiverem interesse em contratar um financiamento no momento precisam analisar a real necessidade e, principalmente, a causa desse problema.
No caso de empresas, por exemplo, às vezes é preciso emprestar dinheiro para incrementar o orçamento e dar fôlego ao negócio. ''Em alguns casos é preciso capital de giro, mas é muito importante o empresário ter em mente se essa é uma necessidade crônica ou momentânea, se o financiamento resolverá o problema ou se a empresa chegou a esse problema por má gestão'', citou Vezzozo. Além disso, conforme o consultor, o empresário precisa visualizar o resultado operacional do empréstimo e calcular quanto do orçamento da empresa poderá ser comprometido.
As mesmas orientações se estendem às pessoas físicas. ''É preciso pesquisar as melhores taxas e as melhores condições'', alertou. Segundo Vezzozo, contratar um financiamento vale a pena, por exemplo, se o consumidor estiver pagando um juro muito alto no cheque especial ou cartão de crédito e for ''trocar'' essa dívida por um juro mais baixo. ''As pessoas podem achar que os juros estão baixos, mas em um empréstimo de R$ 1 mil, parcelado em 12 vezes, com juros de 2,80% ao mês, o consumidor paga R$ 392 só de juros, quase 40% do montante'', alertou o consultor.

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