Curitiba - O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem que, agora, o governo precisa pedir a ''reabertura'' dos mercados fechados. No início da tarde, ele já havia adiantado extra-oficialmente que os resultados do Paraná eram negativos. Pratini foi ministro da Agricultura no período em que o Paraná recebeu a certificação de área livre de aftosa com vacinação, em maio de 2000.
Para o economista do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Paraná (Sindicarnes), Gustavo Fanaya, a expectativa do setor produtivo não estava mais tão voltada ao resultado dos exames. ''Que iria dar negativo, nós já sabíamos. O problema, agora, é como o governo irá fundamentar, tecnicamente, o que eram os sintomas que os animais apresentaram há 20 dias atrás (e que levantaram a suspeita de aftosa) e como as autoridades sanitárias dos países importadores vão reagir a isso'', ponderou.
Fanaya acredita que a imagem e credibilidade do Brasil ficaram fragilizadas com o episódio. ''Pode parecer incompetência técnica ou falta de estrutura laboratorial para fazer os exames'', declarou. No entanto, ele defendeu como correta a postura, especialmente, da Secretaria de Estado da Agricultura em atuar preventivamente diante da suspeita. ''Fomos de uma transparência e seriedade inacreditável. Espero que o mundo entenda que o que fizemos foi pelo bem do controle da febre aftosa no Brasil'', acrescentou.
O assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, disse que, ainda, não há como contabilizar os prejuízos dos pecuaristas e produtores de leite. Ele acredita que, com a confirmação oficial da inexistência de foco de aftosa no Estado, cada produtor busque alternativas de indenização. Uma das saídas, avaliou, pode ser por meio de ações individuais por perdas e danos.(Com Agência Estado)

mockup