Curitiba- O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) formalizou ontem a instalação da Comissão Mista para Controle Social do Complexo Portuário Paraná que tem a participação de 40 entidades. A primeira reunião de trabalho está marcada para acontecer no dia 7 de fevereiro do próximo ano. A previsão é apresentar o relatório final até junho de 2007.
Os resultados do trabalho serão entregues para os governos federal e estadual, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e para o Ministério Público. O objetivo do Crea com esta ação é realizar uma discussão técnica para apontar soluções para melhorar as atividades não apenas nos Porto de Paranaguá e de Antonina como em toda a atividade portuária do Estado.
O Crea já investigou o vazamento de 4 milhões de litros de óleo no rio Iguaçu, em 2000, e coordenou o movimento contra a privatização da Copel, em 2001. Ontem, participaram da reunião o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná, o Instituto de Engenharia do Paraná, o Conselho Regional de Economia, a Universidade Federal do Paraná, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e o Centro de Comércio Exterior do Paraná. A Appa não tinha nenhum representante presente.
''O Porto de Paranaguá tem importância econômica, social e estratégia para o desenvolvimento do Paraná. A comissão vai apontar melhorias que possam ser feitas a curto, médio e longo prazo'', disse o presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Junior. Estas melhorias que serão apontadas são na parte de infra-estrutura, na parte operacional e nos investimentos que deixaram de ser realizados nos últimos 25 anos. ''Há muito tempo não se investe em infra-estrutura, controle aéreo e estradas'', disse.
A comissão pretende ser multidisciplinar e ver o porto sob o ponto de vista econômico, social e ambiental. ''Temos que estudar o potencial do porto'', disse o coordenador da comissão, Heverson Aranda.
Cabrini Junior explicou que questões como a falta de batimetria e dragagem no porto interessam a comissão porque são assuntos de engenharia. Já a proibição da exportação de produtos transgênicos é ''uma questão política'' e a comissão não pretende entrar nesta seara. ''O nosso foco será nas questões de engenharia e na parte operacional'', disse.
Em 10 de setembro de 2004 os engenheiros do porto já tinham apresentado uma carta pedindo melhorias em Paranaguá e apresentado para o Crea. O Crea informou que não tem conhecimento da carta.

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