A profissão de agropecuarista é milenar e a contratação de engenheiro agrônomo deve ser uma opção e não uma obrigatoriedade. Com este argumento, o Sindicato Rural de Maringá obteve vitória parcial na ação judicial movida contra o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA), conforme sentença assinada pelo juiz José Carlos Fabri, da 2 Vara Federal de Maringá.
O CREA vinha autuando agricultores pelo suposto exercício ilegal da profissão de agrônomo, com aplicação de multas. A advogada Noroara Moreira, que defende o sindicato, argumentou que, por ser um profissional, o agropecuarista possui atribuições próprias e inerentes ao seu trabalho e é capacitado para desenvolver sua profissão com eficiência.
Em seu despacho, o juiz da permitiu ao CREA continuar autuando até a sentença final sobre a questão. Porém, não poderá exigir o pagamento das multas aplicadas e nem inscrevê-las em dívida ativa ou executá-las. A decisão beneficia somente os filiados ao sindicato maringaense.

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