Curitiba - O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-Pr) atribuiu a proliferação do plantio de soja transgênica no Paraná à falta de informação do agricultor. O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do órgão, engenheiro agrônomo Willian Nunes, apresentou ontem à noite, uma proposta de moção pública para que o Crea-Pr se posicione contra o plantio ilegal da soja transgênica e que os órgãos públicos adotem mecanismos para informar corretamente o produtor sobre a ilegalidade de plantar soja transgênica.
Outra decisão apresentada ontem à sessão plenária do Crea foi o apoio à sugestão do Ministério Público de destruição total da soja transgênica apreendida pela Secretaria da Agricultura. O Crea entende que se o produto não for destruído, o produto pode acabar se perdendo e se proliferando em outros lugares.
Técnicos da Secretaria da Agricultura foram ontem à Procuradoria Geral do Estado e ao Ministério Público procurar orientação e amparo legal para a operação de destruição da soja apreendida.
Segundo Willian, enquanto permanecer a proibição do plantio por parte do Ministério da Agricultura, o órgão é contra o plantio e promete julgar os profissionais envolvidos com a ilegalidade. ‘‘Caso haja a liberação, vamos rediscutir o assunto’’, disse Nunes. O Crea mantém-se cauteloso em relação ao assunto e defende a alocação de recursos para pesquisas biológicas à respeito de produtos transgênicos, diante do desconhecimento dos impactos desses produtos sobre a Saúde e o Meio Ambiente.
Em relação aos agricultores que plantaram a soja transgênica, Nunes disse que muitos agricultores não são devidamente informados e acabam comprando sementes mais baratas ofertadas pelo comércio, muitas delas transgênicas. Ele disse que o produtor deve ser conscientizado sobre o risco do setor ficar dependente da monopolização de empresas multinacionais no fornecimento de sementes transgênicas. ‘‘Daí a necessidade de se estimular os recursos para a pesquisa’’, defendeu.

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