Erika Zanon
Reportagem Local
  Qualquer pessoa que tenha uma conta bancária sabe que a cada movimentação financeira que realiza está pagando a famosa Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O que a maioria desconhece é o destino dos recursos arrecadados com o pagamento do tributo. ‘‘Desde o começo, a verba da CPMF é destinada à área da saúde. Foi uma tentativa de melhorar o setor, que ainda continua precário’’, frisou o economista Ismael Mologni.
  Segundo ele, a CPMF foi implantada em 1997 e, apesar da sigla inicial significar contribuição, a realidade é que trata-se de um tributo. Conforme Mologni, as pessoas são obrigadas a pagar esse tributo, assim como qualquer outro imposto que está embutido em alimentos, combustíveis, transporte, materiais de contrução e outros produtos e serviços. ‘‘Não tem como fugir disso’’, reforçou.
  O economista explicou, no entanto, que ela foi caracterizada como contribuição, pois tem um destino ‘‘certo’’, que é o setor da saúde no País. Ele lembrou que a CPMF foi criada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A princípio, o tributo seria provisório, como está discriminado no próprio nome, e teria a duração de cinco anos. Porém, quando seria extinto o pagamento do tributo, o Governo Federal acabou prorrogando o serviço. ‘‘A desculpa ainda foi a melhoria na área da saúde, só que o setor continua um caos’’, destacou Mologni.
  Segundo dados repassados pelo economista, no ano passado os bancos públicos e privados arrecadaram aproximadamente R$ 29 bilhões. Em 2004, o montante foi de cerca de R$ 26 bilhões e, no ano em que foi criada, a arrecadação chegou a R$ 7 bilhões. Conforme Mologni, a CPMF é cobrada de qualquer movimentação bancária que o cliente realize. Alguns bancos, no entanto, para atrair e agradar o cliente não cobram a tarifa no caso de transações em conta poupança.

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