O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, admitiu ontem a possibilidade de discutir, no âmbito da reforma tributária, a adoção de um mecanismo de transição para reduzir a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) incidente nas operações no mercado de capitais.
‘‘A CPMF representa uma fricção com impacto negativo na liquidez do mercado financeiro’’, reconheceu Fraga. A preocupação do presidente do Banco Central é fortalecer o mercado acionário brasileiro, que vem sendo esvaziado pela migração de operações para o exterior.
Fraga deixou claro que a análise de alternativas para a reduzir a carga tributária sobre o mercado de capitais não significa negligenciar a importância do equilíbrio fiscal. ‘‘Estamos discutindo como resolver o problema sem criar outro’’, afirmou. O

mockup