CPMF na migração de aplicações será mantida
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domingo, 01 de julho de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
O governo jogou por terra, na semana passada, as esperanças dos investidores de caderneta de poupança, fundos de investimento e Bolsa de poderem migrar de uma aplicação para outra sem pagar o pedágio da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A proposta que o governo encaminhou ao Congresso Nacional, na quinta-feira, prorrogando a vigência da contribuição até 2004, excluiu a isenção da CPMF naquelas operações.
Estudo feito pela Sul América Investimentos mostra que um investidor que aplicar R$ 5 mil num fundo e trocar de aplicação três vezes ao longo de um ano irá pagar R$ 80,28 de CPMF.
Segundo Marcelo Beraldo, gerente de informações da Sul América Investimentos, a perda desse investidor é maior do que o valor tungado pela contribuição provisória, totalizando R$ 85,15. Esse cálculo considera o que ele deixou de ganhar sobre aquele dinheiro comido pela CPMF, diz.
De acordo com a simulação feita pela Sul América, ao final de um ano, o investidor que mudar três vezes de aplicação terá acumulado R$ 5.549,00, considerando-se uma remuneração de 1% ao mês. Se a aplicação financeira fosse isenta da CPMF, o investidor teria acumulado R$ 5.634,00 no ano.
Quanto maior o valor da aplicação, mais o investidor pagará de CPMF, diz. Para uma aplicação de R$ 20 mil, o cálculo mostra que o investidor perderia R$ 321,12.


